Um frete pode parecer rentável no momento da contratação, mas esconder custos que comprometem completamente a margem da operação.

Identificar esses sinais antes de aceitar uma carga é fundamental para evitar prejuízos e melhorar a rentabilidade da transportadora.

Sinais de frete mal cotado

1. A operação fecha, mas não gera lucro

O valor cobrado parece adequado, mas combustível, pedágios, impostos, manutenção e demais custos consomem toda a margem da operação.

2. O custo por quilômetro não é conhecido

Se a empresa não sabe quanto realmente custa cada quilômetro rodado, a precificação fica baseada em estimativas e pode levar a valores abaixo do custo real.

3. O preço é definido apenas olhando a concorrência

Cobrar apenas o que o mercado está cobrando pode parecer uma estratégia competitiva, mas pode fazer a empresa vender abaixo do próprio custo.

O preço da concorrência não necessariamente representa o custo da sua operação.

4. Pedágios e despesas adicionais ficam fora da cotação

Pedágios, estadias, diárias, taxas e outras despesas precisam ser consideradas na composição do frete.

Quando esses valores ficam de fora, a margem prevista pode desaparecer durante a viagem.

5. O retorno do veículo não é considerado

Um frete pode parecer rentável na ida, mas se o caminhão precisar retornar vazio, o custo real da operação aumenta significativamente.

O custo da viagem precisa considerar todo o deslocamento do veículo, e não apenas o trecho carregado.

6. Existe uma grande diferença entre o frete cotado e o custo realizado

Quando o valor previsto no momento da cotação não corresponde ao custo final da viagem, existe um forte sinal de que a composição do frete precisa ser revisada.

Comparar custo previsto x custo realizado é essencial para identificar onde estão os desvios.

7. A margem varia muito entre operações semelhantes

Dois fretes com características parecidas não deveriam apresentar resultados completamente diferentes sem uma justificativa operacional.

A análise histórica ajuda a identificar inconsistências na formação dos preços.

8. O prejuízo só é descoberto depois da viagem

Esse é um dos principais sinais de alerta.

A transportadora precisa saber se o frete é rentável antes de aceitar a operação, e não somente depois que a viagem termina.

A pergunta que a transportadora deveria fazer

> "Quanto realmente custa realizar esta viagem?"

Uma boa cotação precisa considerar muito mais do que origem, destino e preço praticado pelo mercado.

É necessário analisar:

  • Distância
  • Combustível
  • Pedágios
  • Custos do veículo
  • Motorista
  • Impostos
  • Despesas operacionais
  • Retorno do veículo
  • Margem de lucro desejada

Quanto mais precisa for essa composição, maior será a capacidade da transportadora de tomar decisões comerciais com segurança.

Frete cotado x custo realizado

Um dos indicadores mais importantes para a gestão é comparar o que foi previsto na cotação com o que realmente aconteceu durante a operação.

Essa análise permite identificar:

  • Onde os custos estão acima do previsto
  • Quais rotas apresentam menor rentabilidade
  • Quais veículos possuem maior custo operacional
  • Quais clientes ou operações geram melhores margens
  • Onde existem oportunidades para melhorar a precificação

Como o TMS da TPRO pode ajudar?

Com a TPRO, a transportadora consegue centralizar informações da operação e utilizar dados reais para apoiar a formação do preço.

O objetivo não é simplesmente encontrar o menor preço para fechar um frete.

O objetivo é encontrar um preço que seja competitivo para o cliente e sustentável para a transportadora.

Frete mal cotado não é apenas um problema comercial

É um problema de gestão.